Carreira

Migrar para TI ainda vale a pena para quem vem de outra área?

Vale a pena deixar a área em que você já tem experiência para recomeçar em tecnologia, estudando à noite e disputando vagas de entrada?

Quem pensa em migrar para TI enxerga médias salariais de desenvolvedor acima de R$ 8 mil, vagas remotas e a chance de receber em dólar. Pouca gente conta que as portas de entrada mais comuns, como suporte e helpdesk, pagam bem menos, e que o júnior hoje disputa vaga com formados de bootcamp, de faculdade EAD e com profissionais experientes.

Resposta curta

Migre se você já fez um curso introdutório e gostou do trabalho em si, consegue manter uma rotina de estudo por um ou dois anos sem largar o emprego e tem reserva para um primeiro salário que pode ficar abaixo do atual. A transição costuma dar mais certo quando sua área de hoje vira ponte, como alguém do financeiro que entra numa fintech. Se o que atrai é só a média salarial que aparece nas notícias, teste antes, porque a vaga júnior está disputada e a entrada por suporte paga pouco.

Equilíbrio do modelo

Muito equilibrado

Os lados estão quase empatados — tente detalhar mais os itens grandes.

50%
A favor
50%
Contra
Pró mais forte

Sua experiência atual conta muito em nichos como fintech, agro, saúde ou varejo

Maior risco

Estudar à noite e nos fins de semana por um ou dois anos, sem garantia de vaga no fim

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Faça um curso introdutório gratuito de lógica de programação e outro de dados antes de escolher uma trilha
  • Leia 20 vagas júnior no LinkedIn e na Gupy para ver o que as empresas da sua cidade pedem de verdade
  • Consulte o edital de curso técnico subsequente do Instituto Federal ou da ETEC mais perto de você
  • Calcule quantos meses sua reserva aguenta se o primeiro salário vier abaixo do atual
  • Publique dois ou três projetos no GitHub ligados ao setor em que você já trabalha
  • Procure turmas de Residência em TIC do MCTI com a Softex nas universidades e IFs da sua região
  • Diante de uma proposta PJ, compare o líquido anual com o de uma CLT somando FGTS, 13º e férias

Perguntas frequentes

Preciso de faculdade para trabalhar com TI?
Para a maior parte das vagas em empresas privadas, o diploma não é exigência formal, e portfólio pesa muito na seleção júnior. Concursos públicos da área, por outro lado, costumam pedir graduação. Muita gente faz as duas coisas ao mesmo tempo: um tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mais curto que um bacharelado e muitas vezes EAD, enquanto monta projetos. ProUni e Fies ajudam a reduzir o custo da mensalidade.
Quanto ganha quem está começando em TI?
Depende muito da porta de entrada. Em dados da Brasscom sobre empregos com carteira assinada, o técnico de apoio ao usuário (o famoso helpdesk) tem média de cerca de R$ 2,3 mil por mês, enquanto o analista de desenvolvimento de sistemas passa de R$ 8,3 mil. Essa segunda média mistura júnior, pleno e sênior, então o primeiro salário costuma ficar bem abaixo dela. A região também pesa, e a média de TIC no Sudeste, perto de R$ 6,8 mil, fica acima da de outras partes do país.
Em TI a contratação é CLT ou PJ?
As vagas júnior e de estágio costumam ser CLT ou bolsa de estágio. A partir do nível pleno aparecem muitas propostas PJ, com bruto maior e sem FGTS, 13º ou férias pagas, além do INSS que passa a ser por sua conta. Trocar a carteira assinada por contrato PJ, aliás, é uma prática cuja validade ainda está em discussão no STF (Tema 1389). Compare sempre o líquido anual das duas modalidades, não o valor mensal anunciado.
Existe formação gratuita que o mercado respeita?
Sim. Os Institutos Federais oferecem cursos técnicos subsequentes gratuitos em informática e desenvolvimento para quem já terminou o ensino médio, as ETECs fazem o mesmo em São Paulo e o SENAI tem vagas gratuitas em várias cidades. Há ainda turmas de Residência em TIC, ligadas ao MCTI e à Softex, em universidades e IFs, com formação prática e bolsa. O que conta na entrevista é o que você consegue mostrar, não o preço do curso.

Vale a pena deixar a área em que você já tem experiência para recomeçar em tecnologia, estudando à noite e disputando vagas de entrada?

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