Carreira

Vale a pena trocar a carteira assinada por MEI ou PJ?

Compensa sair da CLT e passar a trabalhar com CNPJ próprio, como MEI ou microempresa, emitindo nota fiscal para os clientes?

No papel, a diferença parece grande. Como MEI você paga um boleto fixo por mês e, como microempresa no Simples Nacional, uma alíquota que costuma pesar menos que os descontos da folha. Do outro lado ficam 13º, férias pagas, FGTS, seguro-desemprego e a proteção da CLT. Antes de abrir o CNPJ, compare o líquido de verdade nos dois formatos.

Resposta curta

Trocar a CLT por CNPJ faz sentido quando você já tem clientes fechados, uma reserva para vários meses e um valor mensal que cubra o que deixa de receber, ou seja, 13º, férias com um terço, FGTS e a rede de proteção do seguro-desemprego. O MEI é barato e simples, mas o teto de R$ 81 mil por ano e a lista de ocupações limitam muita gente, que acaba abrindo microempresa no Simples. Continue empregado se a proposta PJ é só um salário disfarçado, sem autonomia de verdade, ou se toda a renda dependeria de um único contrato.

Equilíbrio do modelo

Não com força

Os contras superam claramente os prós.

27%
A favor
73%
Contra
Pró mais forte

Atender vários clientes ao mesmo tempo e emitir nota fiscal para empresas de qualquer lugar do país

Maior risco

O teto de R$ 81 mil por ano do MEI é baixo para quem já ganha bem como profissional

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Confira no Portal do Empreendedor se a sua ocupação está na lista de atividades permitidas ao MEI
  • Calcule o custo total da CLT, com 13º, férias com um terço e FGTS, e compare com o valor PJ oferecido
  • Peça orçamento a um contador se a sua atividade exigir microempresa no Simples Nacional
  • Junte uma reserva de pelo menos seis meses de despesas antes de pedir demissão
  • Feche ao menos um contrato assinado antes de sair, com escopo, prazo e forma de reajuste
  • Pense em como vai complementar o INSS se quiser se aposentar com mais de um salário mínimo
  • Separe uma conta bancária de pessoa jurídica e um dia por mês para nota, DAS e controle do faturamento

Perguntas frequentes

Quem pode ser MEI?
Quem fatura até R$ 81 mil por ano, não é sócio nem titular de outra empresa e exerce uma das ocupações da lista oficial do MEI. Dá para contratar um único empregado, que receba um salário mínimo ou o piso da categoria. Muitas profissões intelectuais ficam fora da lista, como a de desenvolvedor de software e as regulamentadas por conselho, a exemplo de advogado e psicólogo. Nesses casos o caminho é abrir uma microempresa no Simples Nacional, com contador.
Quanto o MEI paga de imposto por mês em 2026?
O DAS do MEI é fixo e acompanha o salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621. A parte do INSS equivale a 5% disso, R$ 81,05, mais R$ 1 de ICMS para comércio e indústria ou R$ 5 de ISS para serviços. Na prática, a guia fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05, conforme a atividade. Também é preciso entregar a declaração anual de faturamento (DASN-SIMEI) e emitir nota fiscal de serviço no padrão nacional.
O que eu perco ao sair da CLT?
O 13º salário, as férias com um terço a mais, os depósitos mensais de 8% no FGTS, a multa de 40% numa demissão sem justa causa e o seguro-desemprego. O INSS pago no DAS garante benefícios no valor de um salário mínimo, como aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade e salário-maternidade. Quem quer se aposentar com valor maior precisa contribuir à parte. Seu preço ou o valor do contrato PJ tem de cobrir tudo isso.
A empresa quer me contratar como PJ com horário fixo e chefe. Isso é permitido?
Se há subordinação, horário controlado, exclusividade e pagamento mensal fixo, a relação tem cara de emprego, e a Justiça do Trabalho pode reconhecer o vínculo. Essa prática, chamada de pejotização, segue em disputa nos tribunais. Antes de aceitar, compare o valor PJ com o custo total da CLT e peça um contrato de prestação de serviço com escopo, prazo e reajuste definidos.

Compensa sair da CLT e passar a trabalhar com CNPJ próprio, como MEI ou microempresa, emitindo nota fiscal para os clientes?

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