Dinheiro

Vale a pena ter cartão de crédito ou é melhor ficar no débito e no Pix?

O cartão de crédito ajuda a organizar as contas, comprar parcelado e juntar pontos, ou o risco do rotativo e das parcelas acumuladas pesa mais no seu caso?

No Brasil o cartão de crédito virou quase obrigatório para comprar parcelado, assinar serviços e reservar hotel. Para quem paga a fatura inteira ele sai de graça, e muitos bancos digitais nem cobram anuidade. O problema começa quando a fatura não fecha, porque o rotativo e o parcelamento da fatura estão entre os créditos mais caros do país.

Resposta curta

Vale a pena ter um cartão sem anuidade se você paga a fatura inteira todo mês e acompanha as parcelas futuras no aplicativo. Nesse uso ele sai de graça, dá prazo, ajuda no score e resolve hotel, aluguel de carro e assinaturas. Se a fatura já não fecha, se você paga só o mínimo com frequência ou se o limite virou extensão do salário, fique no débito e no Pix até arrumar as contas, porque o rotativo e o parcelamento da fatura cobram caro mesmo com o teto de juros em vigor.

Equilíbrio do modelo

Pendendo para o sim

Os prós levam vantagem, mas não é uma goleada.

56%
A favor
44%
Contra
Pró mais forte

Cartões sem anuidade de bancos digitais deixam o custo fixo em zero

Maior risco

Ver um limite alto no aplicativo dá a falsa sensação de dinheiro sobrando no fim do mês

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Prefira um cartão sem anuidade e confira no contrato as tarifas de saque e de outros serviços
  • Cadastre o débito automático do valor total da fatura, nunca do mínimo
  • Antes de parcelar, some no aplicativo tudo o que já está comprometido nas próximas faturas
  • Pergunte o preço no Pix ou à vista e compare com o parcelado sem juros
  • Ajuste o limite para um valor que você consiga pagar com um mês de salário
  • Se a fatura apertar, peça logo o parcelamento ou a portabilidade da dívida em vez de ficar no rotativo
  • Consulte seu CPF na Serasa e no Registrato do Banco Central pelo menos uma vez por ano

Perguntas frequentes

O que acontece se eu pagar só o mínimo da fatura?
O restante entra no crédito rotativo, que cobra juros entre os mais altos do mercado. Pela regra do Conselho Monetário Nacional, esse saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, você precisa quitar ou aceitar um parcelamento da fatura, em geral com juros menores, mas ainda pesados. Pagar o mínimo uma vez num aperto é bem diferente de transformar isso em rotina.
Existe limite para os juros do cartão de crédito?
Existe um teto desde janeiro de 2024. A Lei 14.690/2023, a mesma do Desenrola, determina que juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar do valor original da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 1.000 não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros e encargos. O teto acaba com a bola de neve infinita, mas dobrar o que você deve continua sendo um péssimo negócio.
Ter cartão de crédito melhora meu score?
Pode ajudar. Faturas pagas em dia entram no Cadastro Positivo, que os birôs de crédito como a Serasa usam para calcular o score. O contrário também vale, porque atrasos derrubam a pontuação e uma dívida mandada para cobrança pode deixar seu nome negativado. Para quem pensa em financiar um imóvel nos próximos anos, um histórico limpo faz diferença na análise do banco.
Posso levar a dívida do cartão para outro banco com juros menores?
Pode. A Lei 14.690/2023 garante a portabilidade do saldo devedor da fatura para outra instituição financeira, e o banco de origem não pode cobrar pela transferência das informações. Outra saída comum é pegar um crédito pessoal ou consignado, que costuma ter juros bem menores que o rotativo, e usar o dinheiro para quitar a fatura de uma vez.

O cartão de crédito ajuda a organizar as contas, comprar parcelado e juntar pontos, ou o risco do rotativo e das parcelas acumuladas pesa mais no seu caso?

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