Viagem
Mochilão longo vale a pena? O que pesar antes de pegar a estrada
Fazer um mochilão de semanas ou meses, de hostel em hostel e de ônibus em ônibus, faz sentido para você agora, com o real valendo o que vale?
Dá para atravessar Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia só com a carteira de identidade, dormindo em hostel e viajando de ônibus, e é assim que muito brasileiro faz o primeiro mochilão. Fora da América do Sul, câmbio e IOF pesam bem mais. Antes de ir, pense no emprego, na reserva para a volta e em quantas noites de beliche você aguenta.
Resposta curta
Vá se você tem uma pausa natural entre empregos ou estudos, dinheiro para a viagem e para alguns meses depois da volta, e encara beliche e ônibus noturno como parte da graça. A América do Sul é o começo mais fácil, com entrada só com RG em vários países e custo diário menor. Espere ou encurte o roteiro se a sua área pune ausências longas, se o orçamento mal paga as passagens ou se o câmbio vai transformar cada refeição em conta salgada.
Equilíbrio do modelo
Muito equilibrado
Os lados estão quase empatados — tente detalhar mais os itens grandes.
Hostel, ônibus e mercado esticam o mesmo dinheiro por semanas a mais de viagem
Câmbio desfavorável e IOF de 3,5% em cada compra fora do país encarecem tudo
Como o veredito funciona
Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.
Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.
Prós
Contras
Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.
Confira antes de decidir
- Confira se o RG é físico, está conservado e tem menos de 10 anos, ou leve o passaporte
- Monte o orçamento diário por país e some o IOF de 3,5% sobre o cartão ou a moeda comprada
- Separe uma reserva para os meses de volta, enquanto você procura trabalho de novo
- Negocie licença não remunerada com a empresa ou encaixe a viagem entre um emprego e outro
- Emita o CIVP de febre amarela pela Anvisa e veja as exigências de vacina de cada país
- Contrate seguro viagem que cubra todos os países do roteiro e trilhas em altitude
- Leve um segundo cartão guardado longe da carteira e um cadeado para o armário do hostel
Perguntas frequentes
- Dá para fazer mochilão pela América do Sul só com o RG?
- Dá, nos países do Mercosul e associados, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. O documento precisa ser físico (a versão digital da CIN não vale em viagem internacional), estar bem conservado e ter sido emitido há menos de 10 anos, senão a companhia aérea ou a imigração podem barrar. Para roteiros que saem do continente, ou só para evitar dor de cabeça, leve também o passaporte.
- Quanto custa um mochilão saindo do Brasil?
- Depende muito do destino e do câmbio. Na América do Sul, hostel, mercado e ônibus deixam o gasto diário bem abaixo de uma viagem convencional, enquanto na Europa o mesmo estilo custa várias vezes mais em reais. Some ainda o IOF de 3,5% em cada compra no cartão internacional ou na compra de moeda, o seguro viagem e uma reserva para os primeiros meses depois da volta.
- Como fica o emprego se eu sair por meses?
- As férias da CLT raramente cobrem um mochilão longo, então as saídas costumam ser negociar licença não remunerada, aproveitar o intervalo entre empregos ou pedir demissão, caso em que o saldo do FGTS fica retido. Quem trabalha como PJ ou freelancer tem mais margem, mas perde clientes se sumir sem aviso. Em entrevistas, uma viagem com começo e fim definidos costuma ser bem recebida.
- Preciso de vacina para mochilão na América do Sul?
- Confira antes de fechar o roteiro. Alguns países e regiões pedem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra febre amarela, emitido pela Anvisa a partir do registro da vacina. Para lugares altos, como La Paz, Cusco e o Salar de Uyuni, converse com um médico sobre o mal de altitude e reserve os primeiros dias para se aclimatar.
Fazer um mochilão de semanas ou meses, de hostel em hostel e de ônibus em ônibus, faz sentido para você agora, com o real valendo o que vale?
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