Família
Estamos prontos para adotar uma criança?
Queremos adotar uma criança no Brasil, mas será que estamos prontos para a habilitação, a espera e a adaptação?
Adotar dá uma família a uma criança que vive em acolhimento e abre um caminho para a parentalidade que não depende de biologia. Também pede habilitação na Vara da Infância e da Juventude, curso obrigatório, espera no Sistema Nacional de Adoção e paciência na adaptação. Pese tudo com calma, sem julgamentos e, de preferência, a dois.
Resposta curta
Só vocês dois podem responder. Adotar dá uma família a uma criança que vive em acolhimento e dá a vocês uma parentalidade que não depende de biologia, mas pede habilitação na Vara da Infância, paciência com a espera no SNA e com a adaptação, e um sim inteiro dos dois. Se o desejo é dos dois e vocês aceitam buscar ajuda quando apertar, adotar pode ser uma decisão muito boa. Se um hesita, façam o curso de preparação e continuem conversando antes de decidir.
Equilíbrio do modelo
Pendendo para o sim
Os prós levam vantagem, mas não é uma goleada.
Uma criança que hoje vive em acolhimento institucional ganha família, casa e alguém que fica
Como a adoção é irrevogável, um sim pela metade de um dos dois é um risco para todos, principalmente para a criança
Como o veredito funciona
Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.
Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.
Prós
Contras
Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.
Confira antes de decidir
- Conversem primeiro separados e depois juntos sobre se os dois querem mesmo adotar
- Procurem a Vara da Infância e da Juventude da comarca e peçam a lista de documentos da habilitação
- Façam o curso de preparação antes de fechar o perfil da criança
- Pensem com honestidade em idade, irmãos e condições de saúde que vocês conseguem acolher
- Frequentem um grupo de apoio à adoção e ouçam famílias que já adotaram, inclusive sobre os dias difíceis
- Confirmem com o RH como fica a licença-maternidade ou a licença do adotante na sua empresa
- Combinem desde já a quem vão recorrer se a adaptação ficar difícil
Perguntas frequentes
- Como funciona a habilitação para adoção?
- Vocês procuram a Vara da Infância e da Juventude da sua comarca e entram com o pedido, levando documentos pessoais, comprovantes de renda e de residência, atestado de saúde e certidões criminais. Depois vêm o estudo psicossocial e a participação obrigatória num programa de preparação oferecido pela Justiça. A habilitação deve ficar pronta em até 120 dias, prorrogáveis uma vez, e ao final vocês entram no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, o SNA.
- Quanto tempo demora para adotar?
- Depende muito do perfil que vocês aceitam. Há bem mais famílias habilitadas do que crianças disponíveis, e a maioria procura bebês, enquanto boa parte de quem espera é mais velha, tem irmãos ou alguma deficiência. Quem amplia o perfil costuma ser chamado antes. Depois da aproximação, o estágio de convivência dura até 90 dias, e a ação de adoção deve terminar em até 120 dias, prorrogáveis uma vez.
- E se um de nós quiser mais do que o outro?
- Levem isso a sério e diminuam o ritmo. A adoção é irrevogável, e a criança precisa de dois adultos que a escolheram, não de um entusiasmado e outro convencido. Hesitação costuma esconder medos concretos, e o curso de preparação, um grupo de apoio à adoção ou uma terapia de casal ajudam a dar nome a eles. Esperar até que os dois queiram de verdade também é cuidar da criança.
- Dá para ajudar uma criança acolhida sem adotar agora?
- Dá. No apadrinhamento afetivo, você convive com uma criança ou adolescente acolhido, com poucas chances de voltar para a família ou de ser adotado, e cria vínculo com passeios e visitas, sem a guarda. No serviço de família acolhedora, a casa recebe uma criança por um tempo enquanto a Justiça decide o caso. Esses programas passam pelas Varas da Infância e pelos municípios, e muita gente amadurece a decisão de adotar por eles.
Queremos adotar uma criança no Brasil, mas será que estamos prontos para a habilitação, a espera e a adaptação?
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