Família

Devo dar mesada ao meu filho?

Devo dar uma mesada semanal ao meu filho?

Uma mesada regular transforma lições abstratas sobre dinheiro em prática da vida real, mas mal conduzida também pode gerar a sensação de que tudo é devido ou negociações sem fim. Pense primeiro no que a sua família quer ensinar antes de marcar o primeiro dia de pagamento.

Resposta curta

Sim para a maioria das famílias, assim que a criança tem por volta de 5 a 7 anos e entende que o dinheiro compra coisas e pode ser guardado. Uma mesada semanal pequena e constante é uma das formas mais eficazes e de baixo risco de ensinar a orçar, ter paciência e fazer escolhas. Decida de antemão se ela fica ligada às tarefas, escolha um valor que consiga manter e deixe a criança sentir as consequências naturais de gastar tudo. Espere apenas se seu filho ainda for pequeno demais para entender poupança.

Equilíbrio do modelo

Pendendo para o sim

Os prós levam vantagem, mas não é uma goleada.

58%
A favor
42%
Contra
Pró mais forte

Desenvolve paciência e o hábito de definir metas enquanto poupa para algo que quer

Maior risco

Corre o risco de gerar a sensação de que tudo é devido — dinheiro que chega faça o que fizer parece obrigatório

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Defina primeiro seu objetivo: é ensinar habilidades com dinheiro, recompensar tarefas ou reduzir os pedidos no caixa — a resposta molda todo o resto
  • Decida se a mesada fica ligada às tarefas ou separada delas, e seja capaz de explicar essa escolha ao seu filho
  • Estabeleça um valor que consiga pagar com constância — um início comum é cerca de uma unidade por ano de idade por semana, ajustada ao orçamento
  • Combine o que esse dinheiro deve cobrir, para que a criança sinta uma escolha real quando ele acabar
  • Escolha um método de entrega (dinheiro para os pequenos, cartão infantil depois) e um dia de pagamento fixo e confiável
  • Planeje deixar as consequências naturais acontecerem — resista a socorrê-lo toda vez que a carteira estiver vazia

Perguntas frequentes

A mesada deve estar ligada às tarefas domésticas?
Os especialistas divergem. Ligar o pagamento às tarefas ensina que o esforço gera dinheiro, mas também deixa a criança 'escapar' de ajudar ao abrir mão do dinheiro, e transforma a contribuição para a família numa transação paga. Um meio-termo comum é tratar as tarefas básicas como deveres não pagos de quem pertence à casa e oferecer a mesada à parte, como ferramenta para aprender a lidar com dinheiro, com trabalhos extras pagos opcionais para metas maiores.
Quanto de mesada devo dar e a partir de que idade?
A maioria das famílias começa entre os 5 e os 7 anos, quando a criança entende que moedas compram coisas e consegue esperar alguns dias por uma compra. Uma regra popular é cerca de uma unidade por ano de idade por semana, ajustada ao seu orçamento e aos preços locais. O valor exato importa menos do que a constância e a expectativa de que esse dinheiro deve cobrir certas coisas que, de outro modo, a criança pediria a você.
E se meu filho gastar tudo de uma vez?
Isso é a lição funcionando, não falhando. Ficar sem dinheiro e ter de esperar até o próximo dia de pagamento ensina escassez e planejamento muito melhor do que um sermão. Você pode apoiar com delicadeza — dividir em guardar / gastar / doar, um pote transparente para ver o progresso ou um pequeno acréscimo ao que foi poupado —, mas resista a socorrê-lo toda vez que a carteira estiver vazia, ou a consequência natural desaparece.
Vale a pena mesada em dinheiro num mundo sem dinheiro vivo?
O dinheiro físico torna o dinheiro tangível para os pequenos, por isso muitos pais começam por aí. À medida que crescem, um cartão infantil ou uma mesada em aplicativo refletem como eles de fato vão gastar e acrescentam controle automático, mas também tornam o dinheiro abstrato e facilitam toques por impulso. Um caminho razoável é começar em dinheiro e passar ao cartão quando o básico já estiver claro.

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