Viagem

Devo contratar um seguro viagem?

Vale a pena contratar um seguro viagem para a minha viagem, ou é dinheiro pelo qual quase de certeza nunca vou reclamar?

Um seguro viagem costuma custar entre 4 e 8% da viagem e não serve para nada na maioria das vezes — até que, uma única vez, um voo cancelado, um hospital no estrangeiro ou uma mala roubada se transformam em milhares saídos do seu bolso. Se compensa depende de quanto pagou antecipadamente, para onde vai e do que os seus cartões e o seu plano de saúde já cobrem.

Resposta curta

Contrate um seguro viagem quando for para o estrangeiro, quando tiver pago antecipadamente uma quantia grande não reembolsável, ou quando uma emergência médica puder deixá-lo longe do seu próprio sistema de saúde — só a cobertura médica e de evacuação pode poupar-lhe dezenas de milhares, e compensa o prémio de 4 a 8%. Dispense-o, ou apoie-se na proteção incluída no seu cartão, para viagens baratas, reembolsáveis e perto de casa em que o pior cenário é uma tarde perdida e não uma fortuna. Verifique o que o seu cartão e o seu plano de saúde já cobrem antes de contratar seja o que for.

Equilíbrio do modelo

Pendendo para o sim

Os prós levam vantagem, mas não é uma goleada.

60%
A favor
40%
Contra
Pró mais forte

Assistência médica de urgência e evacuação no estrangeiro — uma lesão grave lá fora pode custar dezenas de milhares saídos do seu bolso

Maior risco

As exclusões e as letras miúdas podem recusar exatamente a reclamação que eu esperava ter coberta

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Some quanto da viagem está pré-pago e não é reembolsável — esse valor é o que a cobertura de cancelamento protege
  • Verifique se o seu plano de saúde funciona no destino e quão grande pode ser lá uma conta médica ou de evacuação
  • Leia o guia de coberturas do seu cartão de crédito — muitos já incluem cancelamento, atrasos e carro de aluguer
  • Confirme que os limites médicos e de evacuação são altos o suficiente para onde vai, não um valor simbólico
  • Contrate dentro de 10 a 21 dias após o primeiro pagamento se precisar de isenção por doença preexistente ou «cancelamento por qualquer motivo»
  • Reveja as exclusões de tudo o que vai mesmo fazer — mergulho, esqui, motos — e acrescente cobertura se for preciso

Perguntas frequentes

Vale a pena o seguro viagem para uma viagem curta dentro do país?
Muitas vezes não. Se conduz umas horas a partir de casa, o seu plano de saúde habitual continua a aplicar-se e pagou antecipadamente pouco não reembolsável, os principais riscos já estão cobertos. O seguro viagem justifica o custo sobretudo quando vai para o estrangeiro, quando uma boa parte da viagem está pré-paga e não é reembolsável, ou quando uma emergência médica pode deixá-lo longe do seu próprio sistema de saúde.
O meu cartão de crédito já não cobre as viagens?
Muitos cartões premium incluem cancelamento de viagem, atrasos e cobertura do carro de aluguer — mas normalmente só se pagou a viagem com esse cartão, e os limites costumam ser mais baixos do que os de uma apólice autónoma. O essencial: os cartões raramente incluem assistência médica de urgência ou evacuação, que é a parte cara no estrangeiro. Leia o guia de coberturas do seu cartão antes de se dar por coberto e contrate uma apólice à parte para as lacunas.
O que é que o seguro viagem normalmente NÃO cobre?
As grandes exclusões apanham as pessoas: doenças preexistentes se não contratar cedo, incidentes sob o efeito do álcool, atividades de risco como mergulho ou esqui fora de pista sem um extra, e — numa apólice normal — simplesmente decidir que já não quer ir. A cobertura de «cancelamento por qualquer motivo» existe, mas custa mais e só reembolsa parte da viagem. Acontecimentos já declarados, como uma tempestade conhecida ou uma pandemia preexistente, também costumam ficar excluídos.
Quando devo contratar a apólice?
Assim que fizer a sua primeira reserva não reembolsável. Contratar cedo é o que desbloqueia as coberturas sensíveis ao tempo — as isenções por doença preexistente e o upgrade de «cancelamento por qualquer motivo» costumam exigir a contratação dentro de 10 a 21 dias após o seu primeiro pagamento. Se esperar até ao último momento, mantém a cobertura médica mas perde as proteções de cancelamento, que muitas vezes são o sentido de tudo.

Vale a pena contratar um seguro viagem para a minha viagem, ou é dinheiro pelo qual quase de certeza nunca vou reclamar?

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