Família

Devo fazer um testamento?

Devo fazer um testamento para decidir o que acontece aos meus bens e à minha família?

Um testamento decide quem herda o seu dinheiro, a sua casa e os seus bens e, se tiver filhos pequenos, quem os cria. Sem ele, a lei do seu país toma essas decisões por si, muitas vezes de forma lenta e não como você escolheria. Pese o esforço agora contra a confusão que a sua família poderá enfrentar mais tarde.

Resposta curta

Sim — para quase toda a gente com filhos, companheiro, imóveis ou poupanças, fazer um testamento vale o esforço modesto. Permite-lhe nomear quem cria os filhos e quem herda, em vez de deixar isso a uma fórmula legal fixa e a um tribunal, e poupa à família um inventário mais lento e caro. Se o seu património for genuinamente ínfimo e não tiver dependentes, o argumento é mais fraco, mas mesmo assim um testamento breve remove dúvidas e conflitos para quem fica.

Equilíbrio do modelo

Sim com força

Os prós superam claramente os contras.

69%
A favor
31%
Contra
Pró mais forte

Nomear um tutor para que seja eu, e não um tribunal, a decidir quem cria os meus filhos

Maior risco

Obriga-me a encarar a minha própria mortalidade, o que é sombrio

Como o veredito funciona

Cada item conta com o peso que você deu a ele. Subpontos podem reforçar ou enfraquecer o item pai em até 50% — a sua própria nota sempre permanece a principal.

Toque em qualquer argumento abaixo para desativá-lo e ver a balança se mexer — os subargumentos alteram o peso do item pai.

Prós

Contras

Deixe do seu jeito

Ajuste os argumentos e os pesos à sua situação — o veredito é recalculado ao vivo.

Confira antes de decidir

  • Liste os seus principais bens e dívidas para saber o que o testamento realmente precisa de cobrir
  • Decida quem herda o quê e nomeie um beneficiário de reserva caso alguém morra antes de si
  • Se tiver filhos, escolha um tutor e confirme que essa pessoa está disposta a assumir o papel
  • Escolha um cabeça de casal de confiança e peça-lho antes de o nomear
  • Verifique se o seu património é simples o suficiente para um formulário ou complexo o bastante para precisar de advogado
  • Assine e testemunhe-o exatamente como a sua jurisdição exige e guarde-o onde o cabeça de casal o encontre

Perguntas frequentes

O que acontece se eu morrer sem testamento?
Você morre 'sem testamento', e uma fórmula legal fixa — não os seus desejos — decide quem herda. Em muitos lugares o cônjuge e os filhos partilham a herança em proporções definidas, o companheiro de união de facto e os enteados podem não receber nada, e um tribunal nomeia um administrador e, se necessário, tutores para os seus filhos. O processo costuma ser mais lento, mais caro e mais penoso para quem fica do que seguir um testamento claro.
Preciso mesmo de um advogado ou posso fazer o meu próprio testamento?
Para um património simples — um imóvel, herdeiros claros, sem empresa — um formulário fiável ou serviço online, assinado e testemunhado corretamente, costuma ser válido e barato. Recorra a um notário ou advogado de sucessões quando as coisas ficam complexas: famílias reconstituídas, uma empresa, bens no estrangeiro, fundos para menores ou qualquer risco de que alguém o conteste. Um pequeno custo jurídico agora é muito mais barato do que um litígio sucessório depois.
Com que frequência devo atualizar o meu testamento?
Reveja-o após qualquer acontecimento importante da vida — casamento, divórcio, um novo filho, a morte de um herdeiro, comprar uma casa ou uma grande mudança de património. Nalgumas jurisdições o casamento ou o divórcio revoga ou altera automaticamente um testamento existente, por isso um documento desatualizado pode ser pior do que nenhum. Uma leitura rápida a cada três a cinco anos mantém-no atualizado.
O testamento cobre tudo o que possuo?
Não. Os bens com beneficiário designado — seguros de vida, pensões, muitas contas de reforma — passam à margem do testamento diretamente para essa pessoa, e a propriedade em conjunto passa muitas vezes automaticamente para o coproprietário. O testamento rege o resto e nomeia tutores e um cabeça de casal, mas também deve manter atualizadas essas designações de beneficiário para que não contradigam os seus desejos.

Devo fazer um testamento para decidir o que acontece aos meus bens e à minha família?

Deixe do seu jeito